
used to be

upside down
Não pensava que a vida dava tantas voltas. Muito menos que fosse chegar à primeira de todas, como tudo começou. Preferia que se tivesse mantido no meio..
sem título.
Por incrível que pareça tinha evitado escrever sobre tudo isto. Sim, um dos assuntos mais presentes nos meus dias :o
Já expliquei a quem tinha obrigação todas as capas e máscarasque crio, todas as situações que evito e todos os descontrolos em que não tenho memso mão. Em parte foi culpa minha, noutra apenas me protegi. Não me atormento com tudo isto, nem devo fazê-lo. Uma vez que foi tudo criado propositadamente é então fácil desfazer-me disso. Difícil é mudar o que tomou rédeas dele próprio e não se manteve acorrentado à minha vontade. Mas eu confio nas minhas capacidades.
Eu consigo compreender os "lados" (que ridiculamente se formaram) e tenho opiniões formadas. Uma delas é que não são só uns, nunca vão ser. E não têm de ser só uns a fazer o esforço. Sempre achei muita coisa e também sempre o guardei em mim. Acho que é mais desafiante assim, ter uma opinião própria e assumir as minhas responsabilidades. Mas olhem, sinto-me farta, também eu. Eu sei o que sou e como quero que estes sejam bons tempos da minha vida (porque só passarei por aqui uma vez e vou ter de me lembrar). Nem sequer queria pensar nisto como um problema. Porque na realidade não o é, é apenas um assunto por esclarecer. Um desentendimento que começou em tempos remotos, com algumas pessoas remotas e que permaneceu mesmo que esses tempos e pessoas já não cruzem as nossas vidas. Como se o tempo tivesse passado mas as pessoas não tivessem evoluído. O mundo está em constante mudança e se não mudarmos com ele, por muito pouco que seja, vai ser dificil. Tudo vai ser dificil. Por mim, está na altura (antes que seja tarde demais) de resolver coisas que já nem deviam estar entre nós.
Quando estiverem dispostos, eu também arranjo tempo. Have a nice day @
Loucura
Há dias li Loucura de Mário de Sá Carneiro e fiquei absolutamente envolvida. Pessoalmente não se adequa a mim dado que não me revejo na história. Contudo, foi dos livros que mais me entusiasmou até à data. Como o título indica trata de loucura, de um homem, na realidade. Um homem que podia ser qualquer um de nós mas apenas pensava ligeiramente diferente. O seu defeito, que o levava à loucura, era não estar satisfeito com o que esta simples vida pode dar. Não se contentava com a monotonia de um lar e achava que teria de provar o seu amor pela mulher da sua vida deformando-a e mostrando que ainda assim a continuaria a amar eternamente. 'Sim talvez seja um exagero', pensei. Porém a mensagem que acabei por captar talvez não tenha sido tão exagerada. Com o tempo aquilo que passamos vai tornando-se rotineiro e monótono. E quem acaba por ter inteiramente culpa no assunto somos nós próprios. Segurança faz todo o sentido mas, por vezes, cai tudo em tédio. E depois as mudanças bruscas parecem-nos assustadoras quando no fundo, se nos tivéssemos preparado melhor, talvez não sentíssemos tanto medo. Ninguém necessita de esfaquear a mulher para cometer uma ligeira loucura. Contentarmo-nos com o mínimo e essencial parece suficiente mas há-de chegar uma altura em que deixará de o ser. Surpreender quem nos faz feliz, correr atrás dos sonhos, lutarmos por algo que mesmo que não seja crucial nos corroa a mente faz com que possamos ser considerados loucos. E que importa? Como já disse noutra altura pensar diferente não tem de nos fazer loucos. E quem ler este texto e pensar 'Esta miúda é louca, aqui a defender o outro que deformou a mulher', obrigada, pois mesmo que não tenha entendido nada do que escrevi já me acha louca, suficientemente diferente.
Good times rolling
Verão, claro. Tempo de fazer tudo o que deixámos para trás e tanto prazer nos dá. Cresce-nos o desejo incontrolável que ele fique eternamente. E é com o Verão que vemos que as pessoas ficam. Que fazem planos juntas, que não se separam, que se mantêm em contacto praticamente todos os dias. Eu cá, o mês de Junho encehu-me as medidas.
Boas recordações nunca serão perdidas. Sei que vocês serão para sempre. Tenho imenso a agradecer, mesmo sabendo que o que dou já é suficiente. Precisei daqueles dias e graças a vocês tive-os. Nem pedia mais que aquilo, aquilo que fizeram naquela no
ite. Nã
o foi muito divertido mas assim se entende quem nos consegue por um sorriso na cara, mesmo que inicialmente o queiramos parecer forçado.
Tenho definitivamente a agradecer. Somos incriveis, são inacreditáveis. Eternamente meninas, eternamente awesome @

Diferente

Vivemos num mundo com diferenças. Por parte de todas as pessoas e sobre todas as coisas. Porém apenas algumas diferenças são consideradas 'diferenças'. O mundo forma-nos um caminho a seguir e se nos desviamos dele somos considerados diferentes. E porque é que os caminhos ditos diferentes têm de o ser e não são apenas caminhos? Um leque de opções que estão lá para serem seguidas, de acordo com o que queremos e sentimos, sem termos de nos preocupar com aprovações ou críticas. As coisas são diferentes umas das outras, não tem de haver um modelo a partir do qual o resto é rotulado de diferente. É estranha a forma de pensar do mundo. Porque é que não é esse modelo o diferente? Porque tem de haver um modelo? Talvez não fosse má ideia pensar que mesmo que sigamos o modelo, os 'diferentes' nos possam ver como diferentes. E depois talvez não fosse má ideia pensar que é bom ser diferente.
Acho piada aos ditados contraditórios do mundo onde estamos: 'Se todos gostassem do azul, o que seria do amarelo?'. No final de contas acabam todos por gostar do azul...
Viva.
"I fell apart. But got back up again."
Estive cansada, estive farta, estive errada, estive mais certa do que queria estar. Agora estou viva. Não sobrevivente, viva. Com cor, com cheiro, sinto (cada vez mais), decido,
revolto-me, grito, choro, corro. Quero lá saber. É esta a minha postura sim, estive tudo e chegou ao fim este tal estar. O tempo corre atrás de nós para nos obrigar a andar. E com certeza isso quer dizer alguma coisa. Sou eu que vou tomar rédeas da minha vida. Eu tenho quem quero, o que quero e não vou deixá-los fugir. Pareceram estar a ir, mas não, ficaram, permanecem hoje. Pela primeira vez em muito quero respirar e sorrir sentidamente, contagiar, felicitar. Ponto. Mais nada a não ser dar o que posso, e o que quero. Comecei a tomar conta de mim. Eu sei quem
lá está quando falho, eu sei quem lá está mesmo quando tenho força. Quem lá está, está lá sempre. Sempre, um sempre definitivo. Que venha o tempo, que eu recebo-o, seja qual for a forma que ele tome.
Sou eu. Foi preciso esforço, mas agora sou eu. E estou bem assim. Estou bem agora. Tenho direitos e deveres.
Obrigações, liberdades. Sufocos, ar. Sono,
energia. Lágrimas, sorrisos. E daí?
Tenho VIDA, tudo isto mostra que tenho vida, para ser vivida ainda. Tenho futuro, tenho para dar, quero receber.
Vou passar ao lado de quem me quer mal (ou de quem simplesmente nada me quer), vou ficar ao lado de quem me quer bem. E não me vou arrepender da minha atitude. Há quem mereça que eu a tome, alguém que não eu própria.
"No matter how many deaths that I die I will never forget.
No matter how many lives that I live I will never regret. "
É dedicado sim, Inês Costa, Inês Sá @
Estrela da tarde

"Meu amor, não é tarde nem cedo para quem se quer tanto!"
É isso. É não ser tarde, é haver ainda tempo. Haver sempre tempo. Principalmente tempo para conhecer, tempo para adaptar, tempo para entender o que se passa.
Deixar o tempo passar, ir ao sabor do tempo. Ter calma, confiança, acreditar no futuro. Aliás, acreditar que com um presente, vivido agora, haverá um futuro. Dúvidas surgem sempre, pois o tempo não nos esclarece incertezas, o tempo passa apenas e deixa-nos modelar-nos de acordo com ele. Temos vida à frente para nos descobrirmos, para abrirmos finalmente a boca em relação a como nos sentimos de verdade, mas simplesmente evitamos dizer. Tenho tempo para te entender, para saber quem realmente és, mais do que me mostras ser. Tenho tempo para me adaptar a ti, para que entendas como estou, apenas olhando-me nos olhos, sem serem necessárias palavras (por vezes inúteis) que tento encontrar para te dizer que não estou bem. O tempo dá-nos esta hipótese. Mas é traiçoeira, contudo. Não é ele que nos muda, somos nós que temos de mudar com ele. Por isso, também já não é cedo. Já não é cedo para existir a confiança, aquela confiança. Não é cedo para começarmos os esforços para o que poderá vir e que não será com certeza nada fácil. O tempo também não espera, e não devíamos esperar nada dele. Pensamentos e preocupações constantes, porque não fazê-los desvanecer? Dissipá-los com o fumo. O fumo que libertamos quando ocupamos a mente com esses pensamentos e preocupações. Deixar de fazer tudo parecer um ciclo e agir. Agir de acordo com o que sentimos. Não ao tentar evitar, não ao criar distância. A dar sempre outra oportunidade e acreditar que vamos ambos mudar. E mudarmos realmente, por nós e pelo outro. Nunca iremos ser outros, nunca iremos saber tudo, mas era bom que o tempo avançasse, por ele próprio, e com ele já tivessemos conseguido estabilizar e conhecer (dando a conhecer também) um pouco mais. Os esforços vêm de todo o lado e a culpa não deve ser atribuida a ninguém. Neste momento não me parece ser só companheirismo temporário, mas envolvimento. Envolvimento, individualmente, mas num só, só esse que não seja uma espécie de "bipolar", que se mova e avance ao lado do tempo.
"Meu amor,
Minha estrela da tarde,
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde"
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