Ela disse-lhe:
- É qualquer coisa diferente, és tu o diferente da coisa. Não sabia que se podia tornar isto, assim. Nem imaginava sequer uma noite nossa, tal era a sua improbabilidade. Mas parece que isso mudou. Agora todas as noites são nossas, independentemente de onde estivermos. Estaremos sempre juntos... É a corrente amor, é a corrente que nos prende. Estou presa apenas a ela, à nossa corrente, e fico a levitar com todo o meu resto. Fizeste-me isto, não me conheço, não me sinto. Todas as palavras que me dizes guardo-as para mim como se fosse um segredo, guardo-as apertadas em mim, sem as deixar sair. Parece que te amo...
Sonhos

... E ele tocou-a. Beijou-a como se ela fosse tudo o que lhe pertencia, como se se fosse entregar para sempre. Prendeu-a nos seus braços onde ninguém se tinha perdido antes. Fechou-lhe os olhos com as suas mãos suaves e tocando-lhe no rosto susurrou ao seu ouvido 'Amo-te...'
O seu peito ardeu de paixão, de desejo. Não entendia o que ali se passava mas sabia que os sentimentos a envolviam num ciclo do qual parecia não conseguir (nem querer) sair. O tempo estava parado, a sua respiração também. Sentiu o bafo ofegante do seu amor tocar-lhe no pescoço, levemente. Deixaram-se envolver pela noite, pela brisa, pelo som do mar nas rochas. E de repente, deixou de haver noite e brisa e ondas do mar. Ele escorregava-lhe entre os dedos, fugia-lhe do corpo, para não mais voltar.
E acordou. Foi isso, acordou.
Mas esperou-o. Esperou-o na brisa, no mar, no tempo. Espeou-o para si, esperou-o em si. Mas ele não veio. Ficou lá, naquela escuridão.
E o peito que tinha ardido de desejo e paixão, derreteu agora e ficou água. Água... líquida, salgada, e fria...
constantemente

Necessidade constante de te ouvir,
Necessidade constante de te ver,
Tuas palavras que me fazem sentir
Noutro mundo onde me pareces sorrir.
Desejo constante de te tocar,
Desejo constante de te querer,
Voando por onde não imaginei estar,
Onde é constante a vontade de sonhar.
Dias e dias sonhando contigo,
Tempos inteiros sem querer te perder,
Noites sem ti que parecem castigo.
Visões do teu rosto, energia calmante,
Estrelas no céu lembrando os teus beijos,
Assim digo que nosso amor é constante.
fantasia
A navegar num mar, perdida numa maré de paixão, tendo sempre a mesma razão para o querer continuar, ficando cada vez mais sem palavras para descrever este mar, esta maré.
A voltar atrás, aos tempos de criança, onde o amor me conduz sem serem precisas indicações, onde naturalmente, todos os pequenos sonhos se tornam realidade, querendo mais e lutando por mais, sem saber, pois na infância a ingenuidade permance.
A desejar que todos os segundos nos pertencessem, para deixar as palavras, os beijos, o toque, surgirem devar, apaixonatemente demorados.
A amar-te, a ti, só a ti, para continuar a navegar neste mar, a reencarnar esta criança e a viver num mundo onde o tempo não acaba...
A voltar atrás, aos tempos de criança, onde o amor me conduz sem serem precisas indicações, onde naturalmente, todos os pequenos sonhos se tornam realidade, querendo mais e lutando por mais, sem saber, pois na infância a ingenuidade permance.
A desejar que todos os segundos nos pertencessem, para deixar as palavras, os beijos, o toque, surgirem devar, apaixonatemente demorados.
A amar-te, a ti, só a ti, para continuar a navegar neste mar, a reencarnar esta criança e a viver num mundo onde o tempo não acaba...
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