Não entendo bem essa "coisa" vulgarmente c hamada racionalidade. Quanto mais a temos mais estúpidos parecemos ser. Em tudo o que a vida nos traz quanto mais a usamos, menos soluções aparecem. Dizem-nos para pensar menos e a agir mais. Então para que será que realemnte a temos? Se não parece qua a usamos assim tantas vezes, porque é que a racionalidade nos faz especiais dos outros os tais irrancionais? Serão eles realmente os irracionais? Ás vezes não estão assim tão certa disso... Cada vez que a temos de usar para tomar uma decisão na vida, apenas serve para dizer que a usámos. Não podemos viver a pensar que esta racionalidade vai fazer totalmente parte das nossas acções. É bom que ela tenha algum peso nelas mas por vezes é extraordinário agir sem pensar.

not only us

Por vezes somos obrigados a seguir um tempo. A aceitar um espaço. A usar determinadas palavras e realizar determinadas acções. Umas vezes contrariados, outras apenas fingindo que o estamos.
Mas o que é certo é que às vezes mereciamos mais. Mereciamos determinar o nosso próprio tempo e ocupar o nosso próprio espaço. Não sermos levados a agir contra nossa vontade, termos oportunidades para agir de acordo com o que queremos. Termos liberdade para o fazer sem passarmos os limites, limites impostos nunca se sabe por quem. Termos força para conseguirmos modificá-los com o nosso próprio esforço, para conseguirmos adaptá-los às nossas necessidades (e por vezes caprichos). Porque às vezes o nosso esforço, não é suficiente para melhorar. Nem para marcar a diferença. Infelizmente para nós, não controlamos tudo e a única coisa que conseguimos é dar o nosso melhor. Mesmo que isso não nos garanta nada. Mesmo que isso não nos leve a tudo o que sempre desejámos. Mas é o único poder que temos, a única força que conseguimos comandar, a força com que nos esforçamos. Será suficiente? Muitas vezes não me parece. Mas não está só nas nossas mãos.


Errar


Um erro... Nunca é só um erro. São erroS. EnganoS, decisõeS mal tomadas, atitudeS mal pensadas palavraS mal ditas. Nunca se erra uma só vez e muitas das vezes os erros são quase iguais. Devíamos ter a capacidade de, ao errar uma vez, aprendermos para sempre, o que raramente acontece. Mas ainda assim, aprendemos sempre algo diferentes com erros exactamente iguais.
Aprendemos a modelar a nossa personalidade de forma a não magoar os outros, aprendemos a pemsar na decisão certa de forma a não nos magoarmos a nós próprios. Temos de esquecer o orgulho, por vezes, e pedir desculpa, admitir que errámos e que vamos continuar a errar. Mas que a partir desse erro vamos tentar mudar, melhorar.
Às vezes não pensamos, não avaliamos as consequências e mais grave, nem sequer avaliamos as causas. E é por isso que em cada tropeção temos de tentar não voltar a tropeçar a seguir, da mesma maneira, mesmo que isso seja dificil.
Todos os dias caio, todos os dias me levanto e todos os dias mudo, nem que seja só a forma como penteio o cabelo. E de preferência sempre para melhor.

arroba

Quando começou? Não sei.
Como começou? Também não.
Nem sei sequer o que realmente começou.
Será isso um problema? Não me parece. A verdade é que olho ao espelho ou observo a sombra e reparo que há algo mais preenchido. Algumas peças desencontradas começaram a fazer algum sentido, embora ainda não total.
Quero que continue? Pelo menos não quero que pare. Mas disso fica o tempo encarregue. E espero que se encarregue também de manter tudo simples e encantador, como uma pequena pena soprada pelo singelo fôlego de uma criança. Porque é isso que quero que seja. Porque é assim que a inocência será sempre uma virtude.
Até agora parece estar a fazer um bom trabalho. E que se mantenha, para não ter de haver despedidas, além de um simples até já para nos encontrarmos nos Nossos sonhos.

Hard to move on... not impossible


Seguir em frente... Deve ser a frase mais dita após um fracasso, independentemente de quem seja. Mas não parece ser assim tão simples. É como arrancar um pedaço de nós ou algo assim. Após nem se ter conhecido o chão ser tocado pelos nossos pés, agora, estupidamente, o arrependimento toma conta do nosso íntimo . Querer voltar atrás e mudar o que já foi, remexer no passado como se tivessemos algum direito sobre ele. Após tudo isso, os pés tocam realmente o chão. Simplesmente realiza-se que somos humanos. Que temos uma ligeira vantagem após termos sido concebidos com racionalidade e que portanto deveríamos ter algum tipo de suprioridade para observer o tempo e viver uma vida. Mas nunca para mexer no tempo e mudar o rumo de uma vida.
Faz mal ficar detido num só momento ou tentar voltar a momentos passados. É necessário usar aquela vantagem para suportar o que a vida (e o tempo) tem guardado para nos surpreender nos dias em que o Sol nasce, a chuva cai, ou simplesmente nenhuma das duas...
Parece que o que temos de fazer sempre é seguir em frente...

a vida são dois dias, e dois dias completamente diferentes...

Vida

Ela disse-lhe:
- É qualquer coisa diferente, és tu o diferente da coisa. Não sabia que se podia tornar isto, assim. Nem imaginava sequer uma noite nossa, tal era a sua improbabilidade. Mas parece que isso mudou. Agora todas as noites são nossas, independentemente de onde estivermos. Estaremos sempre juntos... É a corrente amor, é a corrente que nos prende. Estou presa apenas a ela, à nossa corrente, e fico a levitar com todo o meu resto. Fizeste-me isto, não me conheço, não me sinto. Todas as palavras que me dizes guardo-as para mim como se fosse um segredo, guardo-as apertadas em mim, sem as deixar sair. Parece que te amo...

Sonhos





... E ele tocou-a. Beijou-a como se ela fosse tudo o que lhe pertencia, como se se fosse entregar para sempre. Prendeu-a nos seus braços onde ninguém se tinha perdido antes. Fechou-lhe os olhos com as suas mãos suaves e tocando-lhe no rosto susurrou ao seu ouvido 'Amo-te...'
O seu peito ardeu de paixão, de desejo. Não entendia o que ali se passava mas sabia que os sentimentos a envolviam num ciclo do qual parecia não conseguir (nem querer) sair. O tempo estava parado, a sua respiração também. Sentiu o bafo ofegante do seu amor tocar-lhe no pescoço, levemente. Deixaram-se envolver pela noite, pela brisa, pelo som do mar nas rochas. E de repente, deixou de haver noite e brisa e ondas do mar. Ele escorregava-lhe entre os dedos, fugia-lhe do corpo, para não mais voltar.
E acordou. Foi isso, acordou.
Mas esperou-o. Esperou-o na brisa, no mar, no tempo. Espeou-o para si, esperou-o em si. Mas ele não veio. Ficou lá, naquela escuridão.
E o peito que tinha ardido de desejo e paixão, derreteu agora e ficou água. Água... líquida, salgada, e fria...

constantemente




Necessidade constante de te ouvir,
Necessidade constante de te ver,
Tuas palavras que me fazem sentir
Noutro mundo onde me pareces sorrir.

Desejo constante de te tocar,
Desejo constante de te querer,
Voando por onde não imaginei estar,
Onde é constante a vontade de sonhar.

Dias e dias sonhando contigo,
Tempos inteiros sem querer te perder,
Noites sem ti que parecem castigo.

Visões do teu rosto, energia calmante,
Estrelas no céu lembrando os teus beijos,
Assim digo que nosso amor é constante.

fantasia

A navegar num mar, perdida numa maré de paixão, tendo sempre a mesma razão para o querer continuar, ficando cada vez mais sem palavras para descrever este mar, esta maré.
A voltar atrás, aos tempos de criança, onde o amor me conduz sem serem precisas indicações, onde naturalmente, todos os pequenos sonhos se tornam realidade, querendo mais e lutando por mais, sem saber, pois na infância a ingenuidade permance.
A desejar que todos os segundos nos pertencessem, para deixar as palavras, os beijos, o toque, surgirem devar, apaixonatemente demorados.
A amar-te, a ti, só a ti, para continuar a navegar neste mar, a reencarnar esta criança e a viver num mundo onde o tempo não acaba...