Viva.

"I fell apart. But got back up again."

Estive cansada, estive farta, estive errada, estive mais certa do que queria estar. Agora estou viva. Não sobrevivente, viva. Com cor, com cheiro, sinto (cada vez mais), decido,
revolto-me, grito, choro, corro. Quero lá saber. É esta a minha postura sim, estive tudo e chegou ao fim este tal estar. O tempo corre atrás de nós para nos obrigar a andar. E com certeza isso quer dizer alguma coisa. Sou eu que vou tomar rédeas da minha vida. Eu tenho quem quero, o que quero e não vou deixá-los fugir. Pareceram estar a ir, mas não, ficaram, permanecem hoje. Pela primeira vez em muito quero respirar e sorrir sentidamente, contagiar, felicitar. Ponto. Mais nada a não ser dar o que posso, e o que quero. Comecei a tomar conta de mim. Eu sei quem
lá está quando falho, eu sei quem lá está mesmo quando tenho força. Quem lá está, está lá sempre. Sempre, um sempre definitivo. Que venha o tempo, que eu recebo-o, seja qual for a forma que ele tome.
Sou eu. Foi preciso esforço, mas agora sou eu. E estou bem assim. Estou bem agora. Tenho direitos e deveres.
Obrigações, liberdades. Sufocos, ar. Sono,
energia. Lágrimas, sorrisos. E daí?

Tenho VIDA, tudo isto mostra que tenho vida, para ser vivida ainda. Tenho futuro, tenho para dar, quero receber.
Vou passar ao lado de quem me quer mal (ou de quem simplesmente nada me quer), vou ficar ao lado de quem me quer bem. E não me vou arrepender da minha atitude. Há quem mereça que eu a tome, alguém que não eu própria.

"No matter how many deaths that I die I will never forget.
No matter how many lives that I live I will never regret. "

É dedicado sim, Inês Costa, Inês Sá @

Estrela da tarde


"Meu amor, não é tarde nem cedo para quem se quer tanto!"

É isso. É não ser tarde, é haver ainda tempo. Haver sempre tempo. Principalmente tempo para conhecer, tempo para adaptar, tempo para entender o que se passa.
Deixar o tempo passar, ir ao sabor do tempo. Ter calma, confiança, acreditar no futuro. Aliás, acreditar que com um presente, vivido agora, haverá um futuro. Dúvidas surgem sempre, pois o tempo não nos esclarece incertezas, o tempo passa apenas e deixa-nos modelar-nos de acordo com ele. Temos vida à frente para nos descobrirmos, para abrirmos finalmente a boca em relação a como nos sentimos de verdade, mas simplesmente evitamos dizer. Tenho tempo para te entender, para saber quem realmente és, mais do que me mostras ser. Tenho tempo para me adaptar a ti, para que entendas como estou, apenas olhando-me nos olhos, sem serem necessárias palavras (por vezes inúteis) que tento encontrar para te dizer que não estou bem. O tempo dá-nos esta hipótese. Mas é traiçoeira, contudo. Não é ele que nos muda, somos nós que temos de mudar com ele. Por isso, também já não é cedo. Já não é cedo para existir a confiança, aquela confiança. Não é cedo para começarmos os esforços para o que poderá vir e que não será com certeza nada fácil. O tempo também não espera, e não devíamos esperar nada dele. Pensamentos e preocupações constantes, porque não fazê-los desvanecer? Dissipá-los com o fumo. O fumo que libertamos quando ocupamos a mente com esses pensamentos e preocupações. Deixar de fazer tudo parecer um ciclo e agir. Agir de acordo com o que sentimos. Não ao tentar evitar, não ao criar distância. A dar sempre outra oportunidade e acreditar que vamos ambos mudar. E mudarmos realmente, por nós e pelo outro. Nunca iremos ser outros, nunca iremos saber tudo, mas era bom que o tempo avançasse, por ele próprio, e com ele já tivessemos conseguido estabilizar e conhecer (dando a conhecer também) um pouco mais. Os esforços vêm de todo o lado e a culpa não deve ser atribuida a ninguém. Neste momento não me parece ser só companheirismo temporário, mas envolvimento. Envolvimento, individualmente, mas num só, só esse que não seja uma espécie de "bipolar", que se mova e avance ao lado do tempo.

"Meu amor,
Minha estrela da tarde,
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde"

Não entendo bem essa "coisa" vulgarmente c hamada racionalidade. Quanto mais a temos mais estúpidos parecemos ser. Em tudo o que a vida nos traz quanto mais a usamos, menos soluções aparecem. Dizem-nos para pensar menos e a agir mais. Então para que será que realemnte a temos? Se não parece qua a usamos assim tantas vezes, porque é que a racionalidade nos faz especiais dos outros os tais irrancionais? Serão eles realmente os irracionais? Ás vezes não estão assim tão certa disso... Cada vez que a temos de usar para tomar uma decisão na vida, apenas serve para dizer que a usámos. Não podemos viver a pensar que esta racionalidade vai fazer totalmente parte das nossas acções. É bom que ela tenha algum peso nelas mas por vezes é extraordinário agir sem pensar.

not only us

Por vezes somos obrigados a seguir um tempo. A aceitar um espaço. A usar determinadas palavras e realizar determinadas acções. Umas vezes contrariados, outras apenas fingindo que o estamos.
Mas o que é certo é que às vezes mereciamos mais. Mereciamos determinar o nosso próprio tempo e ocupar o nosso próprio espaço. Não sermos levados a agir contra nossa vontade, termos oportunidades para agir de acordo com o que queremos. Termos liberdade para o fazer sem passarmos os limites, limites impostos nunca se sabe por quem. Termos força para conseguirmos modificá-los com o nosso próprio esforço, para conseguirmos adaptá-los às nossas necessidades (e por vezes caprichos). Porque às vezes o nosso esforço, não é suficiente para melhorar. Nem para marcar a diferença. Infelizmente para nós, não controlamos tudo e a única coisa que conseguimos é dar o nosso melhor. Mesmo que isso não nos garanta nada. Mesmo que isso não nos leve a tudo o que sempre desejámos. Mas é o único poder que temos, a única força que conseguimos comandar, a força com que nos esforçamos. Será suficiente? Muitas vezes não me parece. Mas não está só nas nossas mãos.


Errar


Um erro... Nunca é só um erro. São erroS. EnganoS, decisõeS mal tomadas, atitudeS mal pensadas palavraS mal ditas. Nunca se erra uma só vez e muitas das vezes os erros são quase iguais. Devíamos ter a capacidade de, ao errar uma vez, aprendermos para sempre, o que raramente acontece. Mas ainda assim, aprendemos sempre algo diferentes com erros exactamente iguais.
Aprendemos a modelar a nossa personalidade de forma a não magoar os outros, aprendemos a pemsar na decisão certa de forma a não nos magoarmos a nós próprios. Temos de esquecer o orgulho, por vezes, e pedir desculpa, admitir que errámos e que vamos continuar a errar. Mas que a partir desse erro vamos tentar mudar, melhorar.
Às vezes não pensamos, não avaliamos as consequências e mais grave, nem sequer avaliamos as causas. E é por isso que em cada tropeção temos de tentar não voltar a tropeçar a seguir, da mesma maneira, mesmo que isso seja dificil.
Todos os dias caio, todos os dias me levanto e todos os dias mudo, nem que seja só a forma como penteio o cabelo. E de preferência sempre para melhor.

arroba

Quando começou? Não sei.
Como começou? Também não.
Nem sei sequer o que realmente começou.
Será isso um problema? Não me parece. A verdade é que olho ao espelho ou observo a sombra e reparo que há algo mais preenchido. Algumas peças desencontradas começaram a fazer algum sentido, embora ainda não total.
Quero que continue? Pelo menos não quero que pare. Mas disso fica o tempo encarregue. E espero que se encarregue também de manter tudo simples e encantador, como uma pequena pena soprada pelo singelo fôlego de uma criança. Porque é isso que quero que seja. Porque é assim que a inocência será sempre uma virtude.
Até agora parece estar a fazer um bom trabalho. E que se mantenha, para não ter de haver despedidas, além de um simples até já para nos encontrarmos nos Nossos sonhos.

Hard to move on... not impossible


Seguir em frente... Deve ser a frase mais dita após um fracasso, independentemente de quem seja. Mas não parece ser assim tão simples. É como arrancar um pedaço de nós ou algo assim. Após nem se ter conhecido o chão ser tocado pelos nossos pés, agora, estupidamente, o arrependimento toma conta do nosso íntimo . Querer voltar atrás e mudar o que já foi, remexer no passado como se tivessemos algum direito sobre ele. Após tudo isso, os pés tocam realmente o chão. Simplesmente realiza-se que somos humanos. Que temos uma ligeira vantagem após termos sido concebidos com racionalidade e que portanto deveríamos ter algum tipo de suprioridade para observer o tempo e viver uma vida. Mas nunca para mexer no tempo e mudar o rumo de uma vida.
Faz mal ficar detido num só momento ou tentar voltar a momentos passados. É necessário usar aquela vantagem para suportar o que a vida (e o tempo) tem guardado para nos surpreender nos dias em que o Sol nasce, a chuva cai, ou simplesmente nenhuma das duas...
Parece que o que temos de fazer sempre é seguir em frente...

a vida são dois dias, e dois dias completamente diferentes...