Anyone

Por vezes, nós, jovens adultos, pensamos que estas crises só nos atingem a nós.


Achamos que o tempo fortalece e não deixa que nada vá abaixo, que não deixa que haja dúvidas no ar. Pensamos que as atitudes mal medidas dos "miúdos" da nossa idade é típico desta fase e que com o tempo eles ganham juízo. Talvez não seja tanto assim, talvez o "miúdo" permaneça lá durante muito tempo (mesmo muito tempo), talvez o tempo não faça de nada algo imbatível. Não digo que os sentimentos não continuem a ser os mais fortes deste mundo, nem sequer digo que qualquer acção fora do contexto seja propositada, mas as coisas acontecem, e nós mulheres temos, indubitavelmente, muito maior sensibilidade para isto. Se calhar por sermos tão fortes e não tomarmos decisões incalculadas e não irmos atrás de quem nos faça a cabeça, talvez por isso somos sempre quem mais sofre.
As vezes este jovens adultos têm de ser maiores do que queriam, têm de se distanciar emocionalmente deste mundo de "crescidos" e tentar não ser afectados por coisas que, lá está, pensávamos só nos tocarem a nós.


Obviamente acontece tudo ao mesmo tempo. Um bocadinho para respirar, penso que já era suficiente...

Ano Novo, já se sabe...

Barulho é sinal de ruptura. Eu gritei imenso na passagem para este novo ano.
Sou muito mais forte do que me fazem e ergo-me quando fraquejo. Este ano, tudo irá mudar. Precisava de um pretexto para o fazer. E não necessito de muita coisa, nem quero muito, o suficiente apenas. Tenho direito e mereço. E agora, que respiro o meu próprio ar, agora sou eu à frente.





Fui modesta, pedi apenas um desejo... 12 vezes.


Primeiro post do ano

Andei tão longe daqui... Not anymore (pelo menos tentarei) :)

used to be




Eu tinha voltado, tinha acreditado e tomado as rédeas da minha vida. Agora, caí. Perdi o controlo. Por muito que as máscaras mostrem que estou presente e exerço influência, a minha mente não está lá. A minha mente está encurralada noutro sitio, em que eu finjo não estar presa para nao tomar consciência que estou. Estou um pouco parada exactamente onde comecei, no zero. Já não há meios aqui, há fins. Um fim. E toda a gente sabe o que é um fim mas ninguém sabe o que este fim representa. Nem o fim, nem tudo o que dele advém. Não seria de esperar que a vida fosse fácil, mas depois de todas as minhas teorias de vida moralistas vejo-me perante uma situação em que as tenho de negar. Porque as pessoas das quais precisamos e que de certo modo nos condicionam emocionalmente, vão embora. As pessoas fogem, não querem tomar decisões nem encará-las, dispensam o esforço. Mas uma coisa eu mantenho: odeio o caminho mais fácil. E foi isso que aconteceu, seguir(es) o caminho mais fácil...
Este impasse dá cabo de mim. Achei que nunca tivesse que chegar aqui. Já nem na multidão consigo esconder, só espero que o tempo resolva tudo. Tenho(temos) de voltar ao meio ...

upside down


Não pensava que a vida dava tantas voltas. Muito menos que fosse chegar à primeira de todas, como tudo começou. Preferia que se tivesse mantido no meio..