yeah, right

As ausências fazem-nos fracos, mas a permanências delas faz-nos ver que somos mais fortes do que imaginávamos.
- Olá.
- Olá, o que fazes aqui?
- Vim ver-te.
- A mim? Porquê, subitamente lembraste-te que existia?
- Preciso de ti, urgentemente.
- Então, não consegues sozinha?
- Não, todos os dias é mais difícil. Pensei que talvez desse para não te procurar mas enganei-me. Engano-me frequentemente agora.
- E porquê agora? Ninguém parecia notar.
- Não interessa já que se note, interessa que pare de ser.
- Tu sabes que não pára. E nem sei se queres que pare. Todos os dias lá tenho estado e tu lutas sempre contra mim.
- Eu sei, por vezes apercebo-me. e aí até nos fundimos, não reparas?
- Reparo e encho-me de orgulho. Mas tu sabes que não dura muito. O que nem é o melhor para ti.
- Eu acabo nos braços do que não é melhor para mim, sempre.
- Não tens de o fazer, ouve-me, não me tentes esmagar. Eu ainda existo, ainda te posso ajudar.
- Achas que podes? Estas coisas coisas todas, fantasmas e mais fantasmas tornam-me mais forte que tu. E és a única que me pode fazer sair por baixo. Fá-lo, por favor, derrota-me.
- Não consigo ser assim tão forte. Tu pedes mas continuas a tentar vencer-me. Vais onde não deves, vês o que nem querias, sentes o contrário do ideal. E isso não sou eu que mudo.
- Já nem eu. Deve ser o outro, o que nos tenta sempre lixar às duas. Ou nos dá as maiores alegrias ou nos deixa miseráveis em menos de um segundo.
- Deixa-o, é por lhe dares tanto valor que ele te ajuda a lutar contra mim. Tenta preocupar-te mais contigo. Mesmo que tenhas de me deixar um pouco de lado também.
- Isso não, sem ti só vou fazer mais para me sentir pior. Vou voltar a errar vezes sem conta.
- Há erros com os quais podes aprender.
- Há erros que se podem evitar... Ajuda-me desta vez vou tentar não retaliar quando me tentares derrotar.
- Prometes?
- Não, tu sabes que não. Mas tento.
- É para teu bem.



Acordei. Repirei fundo, fechei os olhos e respirei novamente. Tensão, confusão, aperto. Era eu, dum lado ele (sempre a bater por quem não devia); do outro ela (a tentar dar-me juízo). Divisão, confusão, aperto. De dia não ligava a nenhum, à noite a batalha começava. Eu tentava, já nem propositadamente, tomar os dois partidos. Indecisão, confusão, aperto. Mesmo quando fecho os olhos os caminhos tentam cruzar-se, deixam-me a mim a assistir. Não se largam, não me deixam, nenhum deles. Eu sou aquela coisinha ali naquela pequena esquina. Enfim, fantasia, super confusão, o maior dos apertos.


super tão legal pow!, Why do I like this?
Fighting my conscience,
batelling my heart