past.

Eu devo ser mesmo um calhau por não conseguir entender estas mentes. Parece que os sentimentos mudam como se muda de cuecas diariamente. Quando se tem entretenimento ignora-se o que se sente, o que existiu, a vontade, desejo louco de voltar ao passado e refazer todos os erros. O entretenimento acaba e é como que um "click" para tentar ser feliz de novo, ignorando que magoa ainda mais quem ficou deste lado quando as costas foram viradas. Custa muito saber que pessoas que, em tempos, pensávamos ser essenciais na nossa vida sabem abandonar-nos e arrepender-se e voltar a abandonar e ainda voltar a arrepender, como se tudo isto se tratasse de um jogo, uma brincadeira em que não estão, de qualquer modo, em jogo os sentimentos de alguém que depositou corpo e alma numa relação.
Magoa mais relembrar o passado, as lágrimas são novamente derramadas quando pensávamos que tinhamos ultrapassado o que nos fez qu
ase parar no tempo. "Afinal ainda estou presa a isto". É isto que se sente, angústia outra vez, voltar meses atrás na nossa vida porque não somos fortes o suficiente para ficar aqui no presente.
Não, desculpem a todos mas não sou capaz de ser assim tão forte. Não sou capaz de ignorar o que (ainda) sinto. Não é sinal que vá tomar decisões erradas, uma vez que já tomei todas as decisões que tinha de tomar, mas também não consigo ignorar.



Volta sossego, a sério, volta...

yeah, right

As ausências fazem-nos fracos, mas a permanências delas faz-nos ver que somos mais fortes do que imaginávamos.
- Olá.
- Olá, o que fazes aqui?
- Vim ver-te.
- A mim? Porquê, subitamente lembraste-te que existia?
- Preciso de ti, urgentemente.
- Então, não consegues sozinha?
- Não, todos os dias é mais difícil. Pensei que talvez desse para não te procurar mas enganei-me. Engano-me frequentemente agora.
- E porquê agora? Ninguém parecia notar.
- Não interessa já que se note, interessa que pare de ser.
- Tu sabes que não pára. E nem sei se queres que pare. Todos os dias lá tenho estado e tu lutas sempre contra mim.
- Eu sei, por vezes apercebo-me. e aí até nos fundimos, não reparas?
- Reparo e encho-me de orgulho. Mas tu sabes que não dura muito. O que nem é o melhor para ti.
- Eu acabo nos braços do que não é melhor para mim, sempre.
- Não tens de o fazer, ouve-me, não me tentes esmagar. Eu ainda existo, ainda te posso ajudar.
- Achas que podes? Estas coisas coisas todas, fantasmas e mais fantasmas tornam-me mais forte que tu. E és a única que me pode fazer sair por baixo. Fá-lo, por favor, derrota-me.
- Não consigo ser assim tão forte. Tu pedes mas continuas a tentar vencer-me. Vais onde não deves, vês o que nem querias, sentes o contrário do ideal. E isso não sou eu que mudo.
- Já nem eu. Deve ser o outro, o que nos tenta sempre lixar às duas. Ou nos dá as maiores alegrias ou nos deixa miseráveis em menos de um segundo.
- Deixa-o, é por lhe dares tanto valor que ele te ajuda a lutar contra mim. Tenta preocupar-te mais contigo. Mesmo que tenhas de me deixar um pouco de lado também.
- Isso não, sem ti só vou fazer mais para me sentir pior. Vou voltar a errar vezes sem conta.
- Há erros com os quais podes aprender.
- Há erros que se podem evitar... Ajuda-me desta vez vou tentar não retaliar quando me tentares derrotar.
- Prometes?
- Não, tu sabes que não. Mas tento.
- É para teu bem.



Acordei. Repirei fundo, fechei os olhos e respirei novamente. Tensão, confusão, aperto. Era eu, dum lado ele (sempre a bater por quem não devia); do outro ela (a tentar dar-me juízo). Divisão, confusão, aperto. De dia não ligava a nenhum, à noite a batalha começava. Eu tentava, já nem propositadamente, tomar os dois partidos. Indecisão, confusão, aperto. Mesmo quando fecho os olhos os caminhos tentam cruzar-se, deixam-me a mim a assistir. Não se largam, não me deixam, nenhum deles. Eu sou aquela coisinha ali naquela pequena esquina. Enfim, fantasia, super confusão, o maior dos apertos.


super tão legal pow!, Why do I like this?
Fighting my conscience,
batelling my heart
A partir de amanhã será tudo de novo...




Anyone

Por vezes, nós, jovens adultos, pensamos que estas crises só nos atingem a nós.


Achamos que o tempo fortalece e não deixa que nada vá abaixo, que não deixa que haja dúvidas no ar. Pensamos que as atitudes mal medidas dos "miúdos" da nossa idade é típico desta fase e que com o tempo eles ganham juízo. Talvez não seja tanto assim, talvez o "miúdo" permaneça lá durante muito tempo (mesmo muito tempo), talvez o tempo não faça de nada algo imbatível. Não digo que os sentimentos não continuem a ser os mais fortes deste mundo, nem sequer digo que qualquer acção fora do contexto seja propositada, mas as coisas acontecem, e nós mulheres temos, indubitavelmente, muito maior sensibilidade para isto. Se calhar por sermos tão fortes e não tomarmos decisões incalculadas e não irmos atrás de quem nos faça a cabeça, talvez por isso somos sempre quem mais sofre.
As vezes este jovens adultos têm de ser maiores do que queriam, têm de se distanciar emocionalmente deste mundo de "crescidos" e tentar não ser afectados por coisas que, lá está, pensávamos só nos tocarem a nós.


Obviamente acontece tudo ao mesmo tempo. Um bocadinho para respirar, penso que já era suficiente...

Ano Novo, já se sabe...

Barulho é sinal de ruptura. Eu gritei imenso na passagem para este novo ano.
Sou muito mais forte do que me fazem e ergo-me quando fraquejo. Este ano, tudo irá mudar. Precisava de um pretexto para o fazer. E não necessito de muita coisa, nem quero muito, o suficiente apenas. Tenho direito e mereço. E agora, que respiro o meu próprio ar, agora sou eu à frente.





Fui modesta, pedi apenas um desejo... 12 vezes.


Primeiro post do ano

Andei tão longe daqui... Not anymore (pelo menos tentarei) :)