
Eu tinha voltado, tinha acreditado e tomado as rédeas da minha vida. Agora, caí. Perdi o controlo. Por muito que as máscaras mostrem que estou presente e exerço influência, a minha mente não está lá. A minha mente está encurralada noutro sitio, em que eu finjo não estar presa para nao tomar consciência que estou. Estou um pouco parada exactamente onde comecei, no zero. Já não há meios aqui, há fins. Um fim. E toda a gente sabe o que é um fim mas ninguém sabe o que este fim representa. Nem o fim, nem tudo o que dele advém. Não seria de esperar que a vida fosse fácil, mas depois de todas as minhas teorias de vida moralistas vejo-me perante uma situação em que as tenho de negar. Porque as pessoas das quais precisamos e que de certo modo nos condicionam emocionalmente, vão embora. As pessoas fogem, não querem tomar decisões nem encará-las, dispensam o esforço. Mas uma coisa eu mantenho: odeio o caminho mais fácil. E foi isso que aconteceu, seguir(es) o caminho mais fácil...