arroba

Quando começou? Não sei.
Como começou? Também não.
Nem sei sequer o que realmente começou.
Será isso um problema? Não me parece. A verdade é que olho ao espelho ou observo a sombra e reparo que há algo mais preenchido. Algumas peças desencontradas começaram a fazer algum sentido, embora ainda não total.
Quero que continue? Pelo menos não quero que pare. Mas disso fica o tempo encarregue. E espero que se encarregue também de manter tudo simples e encantador, como uma pequena pena soprada pelo singelo fôlego de uma criança. Porque é isso que quero que seja. Porque é assim que a inocência será sempre uma virtude.
Até agora parece estar a fazer um bom trabalho. E que se mantenha, para não ter de haver despedidas, além de um simples até já para nos encontrarmos nos Nossos sonhos.

Hard to move on... not impossible


Seguir em frente... Deve ser a frase mais dita após um fracasso, independentemente de quem seja. Mas não parece ser assim tão simples. É como arrancar um pedaço de nós ou algo assim. Após nem se ter conhecido o chão ser tocado pelos nossos pés, agora, estupidamente, o arrependimento toma conta do nosso íntimo . Querer voltar atrás e mudar o que já foi, remexer no passado como se tivessemos algum direito sobre ele. Após tudo isso, os pés tocam realmente o chão. Simplesmente realiza-se que somos humanos. Que temos uma ligeira vantagem após termos sido concebidos com racionalidade e que portanto deveríamos ter algum tipo de suprioridade para observer o tempo e viver uma vida. Mas nunca para mexer no tempo e mudar o rumo de uma vida.
Faz mal ficar detido num só momento ou tentar voltar a momentos passados. É necessário usar aquela vantagem para suportar o que a vida (e o tempo) tem guardado para nos surpreender nos dias em que o Sol nasce, a chuva cai, ou simplesmente nenhuma das duas...
Parece que o que temos de fazer sempre é seguir em frente...

a vida são dois dias, e dois dias completamente diferentes...